Dedicada ao mestre Cruz e Sousa
Hoje eu vi você voltando,
virado, voado, vivendo vendo
vendendo-se a viados vorazes e verminosos.
Vilipêndio a valorosa vitória-régia
Vítima da vespa vestida das tuas vestes
Você não vê vossa venustilidade?
Vaidoso vaga-lume a vazar violáceas vozes no verso.
No dia nada pude fazer
Mas venha, vacinarei a vela vermelha
vestindo o verbo de vivas vogais
Para que vejas o quão vênus você é.
Rubens Cantanhede Mota Neto
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Para homenagear um dos meus poetas brasileiros favoritos eu reproduzi algumas das características da poesia dele como a sinestesia aliada a uma mania que ele tinha de vaporizar elementos sólidos em suas poesias. Mas a homenagem mais explicita está na minha tentativa de reproduzir a épica sequência de aliterações do mestre em "Violões que Choram".
De resto a poesia é influenciada pela musicalidade do Jaloo que eu entendo como sendo algo que transita tematicamente no "pré-festa, festa e pós-festa" trazendo reflexões sobre os temas.
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