domingo, 24 de janeiro de 2016

Überdog - Análise


Nesse fim de semana eu e meu namorado, Gustavo Costa, visitamos a Überdog, um restaurante especializado em hot dogs com receitas um pouco diferentes do tradicional que podemos encontrar por ai em podrões e outros lugares que servem para saciar a fome noturna dos maconheiros juvenis que não dispõe de muito dinheiro. Então o que eu quero dizer é que são receitas criativas que tentam replicar um pouco da culinária de cada região dentro do seu hot dog

O ambiente era bem agradavél, dentro de um "mall" de Águas Claras, num local onde havia mesas de madeira bem rústicas, mas confortavéis e que devem facilitar muito a vida da pessoa que limpa as mesas.

O cardápio é bem variado com diversas opções de hot dogs pelo preço que varia de 13,90 R$ a 15,95 R$ (do mais barato ao mais caro) a exceção da opção "naked" do cardápio, que consiste em um cachorro-quente básico com pão, salsicha, maionese e um molho a escolha do cliente, que custa 6,95 R$. Ele também apresenta algumas interessantes opções de entrada por preços bem interessantes, além de uma carta de sodas preparadas de forma artesanal pela casa. 

Dá para ver a mão do mozão na foto <3
Eu pedi de entrada uma porção inteira de cubinhos de queijo coalho (8 cubos) que vieram acompanhados desse molho feito com base em alho e me custaram 7,90 R$, em adição a isso eu pedi para o Gu uma Cactus Soda (6,50 $) e para mim eu pedi um suco de abacaxi (5.20 R$).

Os cubinho de queijo estavam bem gostosos e não ficaram tostados, eu só não sei se o molho de alho é o melhor para comer com eles, fica até gostoso, mas não impressiona, talvez esse molho combinasse mais com alguma carne ou dentro de algum dog. O suco de abacaxi estava muito bom, bem docinho (talvez até demais, kkkk) e bem refrescante, o Gustavo gostou da sua soda, ele disse que era como beber uma torta de limão, isso deve ser bom, eu acho.

Sem dar chance de conseguirmos terminar nossa entrada, eis que surge o meu hot dog. O que eu escolhi foi o American Original Hot Dog que tem como ingrediente principal o delicioso molho barbecue, além de outras delicias dos EUA que todos amamos como bacon e queijo cheddar derretido.

O Gu disse que achou essa receita arriscada, eu achei engraçado porque para mim ela é uma das mais fáceis de gostar pois reúne tudo aquilo que já estamos acostumados, tinha opções bem mais ousadas do que essa.

O pão não encharcou de molho e era bem molhinho, o cheddar e o barbecue tem uma boa conexão com a salsicha sendo excelentes opções para deixar o hot dog com aquele gosto bem molhadinho e suculento, o bacon é um delicioso substituo da batata palha e acrescenta uma crocância bem legal, além de um sabor ainda mais de churrasco a esse hot dog o que é coerente com a proposta do menu.

Mas o principal problema está na salsicha, aquela que deveria ser o diferencial desse hot dog, pois segundo os donos do local ela é feita ao estilo de Viena com boas carnes dentro da mistura. Só que ela para mim soou normal e era difícil de morde-la e arrancar um pedaço, não sei se foi erro no preparo ou o que houve, mas atrapalhou na experiência, o sabor era bom, mas pelo preço era para ser uma experiência perfeita.

Esse detalhe não me incomodou muito, mas o Gustavo ficou muito incomodado chegando a fazer ele questionar todo o resultado, apesar dele ter gostado do restante dos ingredientes do seu Liverpool, um dos clássicos da casa: bacon, queijo cheddar cremoso e cebola caramelizada.


De sobremesa eu pedi um American Brownie com sorvete de creme e calda de chocolate que vem acompanhada com esses palitos recheados de chocolate. É uma delicia essa sobremesa, a calda é bem gostosa e fica bem em cima do palito de chocolate, o sorvete de creme também é perfeito, um dos melhores que já comi e adoro o contraste entre o frio do sorvete e o brownie na temperatura ambiente. Quanto ao Brownie, eu achei ele seco e não tem um gosto não muito marcante, isso me lembrou um pouco de outros brownies que eu comi e por esse motivo não me cativaram. No entanto não posso reclamar muito porque essa receita foi feita para comer com o sorvete e a calda que ajudam a hidratar o brownie deixando o prato bem equilibrado.

O Gustavo não concorda com minha critica em relação ao brownie, porque ele adorou a sobremesa, inclusive o brownie puro que ele disse ser o mais gostoso de todos os outros ingredientes, espero que isso tenha diminuído sua frustração com o hot dog. Eu achei o preço super em conta em relação a outros brownies que eu vi em outros restaurantes (9,45 R$).

Eu adorei minha experiência, pena que a salsicha não foi perfeita, ela era gostosa, mas a dificuldade de partir a salsicha, pode ter custado a minha fidelização, mas darei uma nova chance quando for na Asa Norte provar o hot dog dentro da loja principal da marca.

Pontos positivos

- Atendimento rápido
- Cardápio variado com boas opções de entrada, suco natural, sobremesas e possibilidade de pedir sodas artesanais
- Espaço agradável
- Possui um preço competitivo em relação as hamburguerias 
- O hot dog satisfaz a fome
- Restaurante bem criativo

Pontos negativos
- Salsicha difícil de partir com os dentes
- O hot dog é bem caro em relação a outros concorrentes do mesmo setor, como o Landi e não tive certeza se compensou de fato.

Nota: **** 4 estrelas 
Recomendo com ressalvas e voltaria  para dar uma segunda chance ao hot dog da casa e espero bastante gostar porque esse foi o único problema nessa minha visita
Site: http://uberdog.apetitar.com.br/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Arthur Rimbaud - Sensação


Rimbaud é o que eu chamo de poeta andarilho, ele tem uma ligação muito forte com a natureza e com o ato de viajar e caminhar fazendo diversas reflexões sobre as coisas em volta. Essa poesia é fruto de uma dessas andanças de Rimbaud e era tão querida por ele que a enviou junto com outras 3 poesias para a editora do Le Parnasse Contemporain junto com um das cartas mais fofas já escritas por algum autor. Era o sonho do jovem Rimbaud ser publicado na mesma revista em que ele lia as poesias de seus grandes ídolos.

Nessa poesia há uma relação bem sensorial com a natureza que já pode ser sentida na primeira estrofe quando ele fala da sensação de andar descalço sob a erva miúda que ao mesmo tempo produz uma leve picada e um frescor gelado aos pés do poeta, assim como sentir o vento nos cabelos e no rosto que estão descobertos.

Esse último verso da primeira estrofe segundo o tradutor Ivo Barroso é bem importante para entendemos um costume da época, pois andar sem chapéu era algo não usual no inverno devido ao frio. A tradução coloca que a cena ocorre de tarde, mas uma tradução mais prosaica pode referir que a cena ocorre anoite

Eu gosto do tom intimista ao mesmo tempo delicado da segunda estrofe onde Rimbaud alega que vai andar sem pensar em nada apenas carregando imenso amor no peito. E que amor seria esse? Seria o amor pela poesia e por consequência por toda a arte? Essa é minha hipótese favorita, pois revela uma faceta esteticista em Rimbaud.

Os versos finais ajudam a reforçar a minha tese, pois ele através dessa caminhada regado do amor pela poesia andaria como um boêmio, uma pessoa que se excede na apreciação dos prazeres da vida, indo para algum lugar, longe e desconhecido e tal sensação é tão boa como se ele estivesse enamorado de alguma garota.

Aúdio da poesia


Tradução por Ivo Barroso

http://www.tertuliaonline.com.br/postagem/ver/167

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Fran's Café - Análise


Fran’s Café é uma das maiores redes de cafeteria do Brasil com várias unidades Brasil afora. Há uns 2 anos atrás fazia auto escola do lado da unidade de Águas Claras e vivia com vontade de entrar para comer algo, mas sempre algo atrapalhava e eu acabei esquecendo esse lugar até lembrar que ele seria ótimo para pesquisar novos sabores.

Eu não tomo café e essa seria minha primeira vez em uma cafeteria, então já preparei com antecedência quais seriam meus pedidos. Apesar de servir uma longa variedade de cafés, sanduíches e outros salgados, eu decidi experimentar o carro-chefe da marca que é o Franccino, versão do Fran's Café para o Frappuccino da rede Starbucks, e provar também o frapê que sempre encheu meus olhos e me fez imaginar como seria seu sabor.

Eu preferi sentar em uma mesa dentro do estabelecimento onde eu pude ficar observando ostensivamente o cardápio e seus preços e já vou avisando que essa rede é bem "fancy" então espere pagar seu café da manhã como se você estivesse pagando um almoço e ainda tem 10% se você for sentar para comer.



Esse foi o meu primeiro pedido, a baguete com manteiga (3,70 R$) e um Franccino sabor coffee (13,60 R$). Eu gostei dessa baguete bem simples que tinha gosto daquelas que comemos em hotéis mais chiques, pão bem quentinho crocante e com manteiga suficiente, foi uma escolha inteligente para acompanhar meu Franccino que é realmente bem gelado e tem um gosto meio amargo doce, remetendo a um sorvete de café, misturar com o chantili torna ele ainda mais interessante. Um dos únicos problemas dessa bebida é que ela tem um sabor meio monocromático e para você realmente sentir prazer tomando ela, você precisa beliscar outro prato salgado, pois isso ajuda você a perceber sabores que vão enfraquecendo a medida que você toma.

Talvez eu tenha feito a escolha errada, eu devia ter pedido um sabor mais doce como Mocha ou Macadâmia que é mais o meu estilo, mas o de café é gostoso mas ele cai ainda melhor como acompanhamento para um sanduíche do que uma bebida para tomar sozinho. Isso também pode ser culpa da minha falta de costume de tomar café,

Enfim, eu consegui degustar tranquilamente o Franccino, pois tinha esse deliciosa baguete do meu lado e ainda bati o chantili dentro do copo para dar maior sabor e considerei a experiência bem agradavél, mas fiquei curioso para saber como seria minha experiência tomando outros sabores.

Esse lindo frapê (13,90 R$) que você vê na foto foi minha escolha para encerrar as atividades, ele era de double chocolate com chantili que dava um delicado toque de sabor a sobremesa e foi difícil para mim decidir o que era mais gostoso o chocolate da batida ou a calda no fundo.

O chocolate que compunha a base da bebida era delicioso doce e delicado, além de bem cremoso, eu podia tomar ele por horas. A calda era bem doce, mas o gosto dela era menos de chocolate do que parece, parecia um mistura de mel e chocolate. O chantili também estava ótimo, depois de um tempo eu bati ele no copo e o resultado final ficou muito bom!

Mas algo me incomodou muito em tomar o meu frapê, esse canudo torna o prazer que eu teria em degustar essa bebida em algo bem trabalhoso, pois eu precisei fazer bastante força para conseguir tomar esse frapê, isso sem falar que a calda de chocolate no fundo entope o canudo, em dado momento eu me cansei e peguei outro canudo o que não ajudou muito também. A cafeteria devia me dar um canudo mais grosso adaptado para tomar essa bebida, receio que essa dificuldade toda para consumir o frapê tenha tirado um pouco do prazer da experiência.

De modo geral foi um delicioso café da manhã e eu provavelmente voltarei para provar novos Franccino's, o cappuccino de chocolate ,outra das assinaturas da casa , e quem sabe seu tiver mais dinheiro provar alguns sanduíches e toast's.

Pontos positivos
- Ambiente agradavél com ar condicionado que te dá opção te comer dentro ou em ambiente livre
- Qualidade das bebidas servidas
- Frapê delicioso
- Rapidez no serviço
- Você pode pegar um mini cardápio para si no caixa e se programar para novas visitas

Pontos negativos
- Preço salgado
- O canudo para tomar o frapê não ser adequado
- É um ambiente meio blasé para ser frequentado e isso me deixou um pouco desconfortavél

Nota: 4 estrelas ****
Recomendo e voltaria
Site: http://www.franscafe2.com.br/

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Hamburgeria do Francês - Análise


A grande maioria de nós tem as experiências em fast foods norte americanos como afetivas, nossos pais costumavam levar-nos nesses lugares para nos agradarem após um passeio ou como um programa divertido. Como esquecer o gosto da batata frita do McDonalds, crocante, saborosa e que em alguns estabelecimentos podia ser mergulhada em um potinho de catchup e maionese? E as discussões sobre quem tinha um melhor hambúrguer entre o Mc Donalds e o Burger King e o aparecimento do delicioso Milk shake do Bob’s?

Talvez esses fatores e o recente fetichismo estético que nós temos pelos produtos que consumimos e que é tão típico da nossa geração tenha gerado o boom de hamburguerias que prometem oferecer hamburgers de alta qualidade. Isso de certa forma reforçou o poder de hamburgerias tradicionais como o Johnnie Special Burger, Marvin American Burger e o The Fifties, mas também abriu o caminho para várias novas Hamburguerias surgirem.

Um desses exemplos é a Hamburgeria do Francês que se encontra na 409 norte perto do famoso PDS frequentado por alunos da UnB. A proposta é servir hambúrgueres artesanais feitos na hora com ingredientes de qualidade e algumas ousadias.

O cardápio é bem curto com opções interessante e descrições razoáveis sobre os ingredientes, onde fica faltando falar mais sobre o hambúrguer utilizado e o tipo de pão (que é o gergelim clássico). Logo eu reparei a falta de opções de abertura, a única opção são as famosas batatas fritas com cheddar e bacon por 14 R$ que por serem muito difundidas eu preferi não provar em busca de algo mais original.

O preço é muito bom, é possível comer um que possui dois hambúrgueres de 180 g de carne (360 g) por apenas 19 R$ e com o combo de batata fritas e bebida fica 26 reais (no meu ficou 27 por causa do suco). Alias ai tem outro defeito que é a falta de um suco natural, eu gosto do néctar industrializado, mas seria bom provar um suco fresquinho feito na hora.

Eu optei pela escolha clássica (sugestão da casa) que é o de 180 g duplo, pois estava com fome e a diferença entre o simples e o duplo era de quatro reais apenas. O hambúrguer era composto de 2x fatias de queijo mozarela, alface, tomate, cebola roxa e no molho havia duas opções o Barbecue e o especial da casa. Para provar os dois eu pedi o molho especial a parte para provar com as batatas e o barbecue no hambúrguer.



A batata era crocante e muito bem feita, não devendo nada a dos fast foods, o molho especial era uma delicia, apesar de estranhar o gosto de primeira por ter um fundo meio azedo, mas depois se acostuma e vai muito bem com o hambúrguer, é derivado de mostarda dijon. A carne era crocante e suculenta, dava para ver o ponto rosado da carne depois da mordida e o barbecue estava correto. A cebola roxa se destaca entre os legumes, o resto é apenas correto. Em suma um ótimo hambúrguer.

A apresentação do hambúrguer podia ser melhor se a salada não fosse por cima da carne e o cara errou o copo de colocar o molho como você vê na foto, aquele copo tem um ponto em que você não consegue mais passar o molho na batata, ai eu tive que espremer e aproveitei para colocar no hamburger (ficou ótimo). Senti falta de sobremesas no cardápio também, o que custa fazer um milkshake?

Enfim foi uma experiência bem positiva, gostei do lugar, bem simples ao ar livre com mesas e cadeiras de madeira até bonitas, atendimento rápido e comida feita na hora, além da farta quantidade. Fiquei curioso para provar o vegano da casa e o hambúrguer candy bacon.

Pontos positivos
- Ótima carne e queijo
- Molho especial delicioso
- Bom preço
- Feito na hora
- Batata Frita de qualidade
- Prato vegano
- Combo
- Cardápio online
- Rapidez no atendimento

Pontos negativos
- Não tem suco natural
- Não há opção de sobremesa
- Poucas opções de entrada

Nota: 4 estrelas ****
Recomendo e voltaria.
Facebook: https://www.facebook.com/hamburgueriadofrances/?fref=ts

Meu amor é uma flor do deserto

Meu amor é uma flor do deserto
Dedicada a Gustavo Costa


Flor nascida do verde áspero pontiagudo
Banhado do amarelo avermelhado flamejante
Fusão do azul aéreo, árida areia amarela
sobrevivente do escuro opressor da noite

No deserto as flores sobrevivem fechadas
a guardar úmidas melodias rosáceas
assistindo a vaporosa danças das estrelas
E a areia fumegante, formigava sublimando pelos ares

Formigas tentaram furtar suas cores
a pretexto de carícias morderam suas pétalas 
Obstruíram sua luz, sugaram o mel amargo 
da dolorosa dor desesperançosa

Miraculoso trabalho da natureza
Ao regenerar minuciosamente a bela flor
em uma noite a flor se abre, liberando 
uma galáxia de aromas, sinfonia das cores mais doces

Eu, morcego, estranho polinizador
afundo-me na flor de cabeça como em paradisíaco sonho de veludo.
Nem beija-flor, abelha, borboleta ou mariposa provarão do doce nectár.
Morcego e a flor namorarão na sombra noturna
ao mesmo tempo tão clara quanto o céu estrelado.

Rubens Cantanhede Mota Neto

Comentários

Não é muito comum os autores comentarem suas próprias poesias, mas eu gostaria de contar um pouco do processo criativo por trás dessa pequena obra. Ela foi escrita como um presente para o meu namorado, Gustavo Costa, e tem como inspiração o processo de polinização realizado por morcegos em flores desérticas que só desabrocham anoite e por esse motivo não são polinizadas pelos animais diurnos.

Minhas influências são o simbolismo brasileiro de Cruz e Sousa e o francês com Baudelaire e Rimbaud, também sou influenciado pelas escolas estéticas do século XIX que tem como expoente mais conhecido Oscar Wilde, outras influências vem do expressionismo.

Eu acredito em uma poesia com forte poder imagético, uma poesia onde a expressão artística é mais importante do que o sentido da poesia, onde  o prosaico existe principalmente para realçar o efeito estético. Minha poesia não é abstrata, mas ela não tem uma obrigação narrativa, ela é contemplativa, mas não se engane, estou longe de me encontrar em uma torre de marfim onde fico apenas recitando palavras bonitinhas, ela traz temas da militância muito debatidos atualmente sem deixar isso sobrepor a ideologia estética que mencionei no inicio.

Essa poesia trata de temas como homofobia, bullying e eu construí essa poesia por etapas narrativas que podem ser percebidas no decorrer da estrofe.

Falando da poesia, a primeira estrofes eu construí através de um processo que eu chamo de "decomposição de imagem". É quando você pega objetos e ao invés de se referir a eles diretamente você cita suas características. Eu optei por decompor em cor, textura e temperatura para poder estimular o tato e a visão do leitor ao mesmo tempo.

Em uma assonância eu pego as imagens que eu decompus e as fundo para retornar a um tema solido que remete ao primeiro verso. Minha poesia também faz paralelos entre dia e noite para indicar e buscar diferentes elementos estéticos de composição.

A segunda estrofe é a que mais evidencia minha influência simbolista contendo sinestesia e também um processo em que você submete imagens a processos químicos que não necessariamente acontecem na vida real como "dança vaporosa das estrelas" e "areia fumegante, formigava sublimando pelos ares" tudo visando um objetivo estético.

A terceira e a quarta estrofe seguem a linha narrativa apresentando elementos semelhantes as estrofes anteriores como assonâncias e sinestesia, sendo a quinta estrofe a derradeira onde reside boa parte da influência temática que motivou a poesia. Essa estrofe fala de homossexualidade e homofobia, mas há um tom triunfalista que muito me agrada. A estrofe final deixa aberta algumas interpretações de sentido que são interessantes e percebendo isso eu deixei propositalmente.