domingo, 25 de dezembro de 2016

Minha playlist do spotify 2016 (top 10)

Kelela - Gomenasai


Kelela é uma artista do R&B experimental ou alternativo, uma das mais interessantes diga-se de passagem. Seu disco em 2015, só foi ouvido por mim no fim do ano passado e por isso repercutiu muito em 2016. Brincando com as sonoridades do R&B para criar atmosferas intensas e delicadas ao mesmo tempo que invocam sensualidade, Gomenasai, também se vale de uma excelente performance de Kelela que canta como uma dominatrix, pontuando as notas ora com força ou com suavidade hipnótica.

Essa música é um exemplo do que de melhor os novos estilos de música negra estão gerando por ai. E pra mim era um música que transmitia uma energia sensualística muito agradável e está relacionada a algumas poesias que escrevi esse ano.

Lacuna Coil - My Demons


Eu adoro essa banda. mas o disco de 2014 tinha de fato ficado abaixo do lançamento que o antecedia, o excelente Dark Adrenaline  de 2012. A resposta? Um disco ainda mais pesado e violento. Sem medo de entrar de cabeça no metal industrial e de sujar seu som, o novo disco do Lacuna Coil é sombrio, escuro, violento e intenso, as emoções estão a flor da pele em cada canção, com Cristina Scabbia mostramdo porque é uma das maiores cantoras do gênero.

My Demons é uma demonstração perfeita disso, completamente desesperada, de rítmo frenético, com vocais guturais, interpretação marcante de Cristina, muita distorção e efeitos eletrônicos que nos transportam para um atmosfera de completa desolação, essa música marcou os momentos mais intensos de reflexão que tive esse ano.

Lacuna Coil surpreendeu esse ano, mostrando que ainda é uma banda relevante no cenário do metal.

Volbeat- The Gates Of Babylon


Volbeat é a banda mais hitmaker do metal, impossível não se viciar nas suas músicas, elas são divertidas, tem o peso necessário, excelentes solos de guitarra e o vocalista tem um timbre muito agradável. Eu adoro essa música, o refrão é muito chiclete e lembra música de viagem, com sua pegada meio fusion entre metal e country, marca registrada da banda dinamarquesa, o Volbeat me conquistou mais uma vez em 2016. É disco certo na minha seleção de melhores do ano.

Oceans Of Slumber - Sunlight


Oceans Of Slumber é a descoberta de 2016, uma banda de heavy metal sensacional, que renova mais uma vez minha fé no estilo, revitalizando o meu tão querido, bela e a fera. Sunlight é simplesmente linda, todo mundo que critica o heavy metal ignorantemente por esse ser um estilo de música pesada e por não ser bonito deveria ouvir essa canção.

A interpretação da vocalista é um fenômeno a parte, essa música talvez contenha a melhor performance individual que ouvi no ano. A atmosfera onírica e os riffs certeiros contribuem para manter a música no nível mais alto, mas a cereja da musica com certeza é o canto coralístico em alguns momentos da música, celestial para dizer o minimo.

Sia - One Million Bullets



Seu disco não foi nem de longe um dos melhores do ano, mas não posso negar que tinha umas perolas muito boas e One Million Bullets é uma dessas músicas. Sia é uma hitmaker de mão cheia, essa música tem todas as característica de uma arrasa quarteirões, boa vocalização, agudos potentes e agradáveis, emoção na medida certa, fugindo dos exageros de outras músicas do disco.

A Sia também explora vocais mais graves e delicados nessa música, então digamos que ela é uma das mais completas do ponto de vista vocal, em um disco que uma hora puxa mais sardinha para a potência vocal ou para a calmaria. A grande é questão é: porque essa música ainda não virou single?

Yuna - Poor Heart


Umas das maiores revelações do ano de 2012, já tinha lançado um disco antes daquela época, mas é agora em 2016, que Yuna se consagra como um nome de referência na música pop, seu disco Places To Go é incrivelmente bom.

Poor Heart tem uma aura trista, mas ao mesmo tempo onírica e de encantamento, passando uma vivência sofrida que é enfrentada pela cantora com um otimismo emocionante, e a Yuna reveste a música com uma voz doce e mágica, impossível não ficar apaixonado.

 The Beatles - Anna Go To Him 



Quem diz que Beatles é chato para aparecer tá pagando um grande micão e nunca ouviu o delicioso registro Please Please Me, uma joia da música pop, com canções maravilhosamente executadas e uma sonoridade deliciosa. Como não se encantar com essa interpretação despretensiosamente apaixonada do vocalista e esse tempero pop meio motown, com corais e refrão chiclete? Ouvi muito e espero continuar ouvindo canções assim durante muito tempo

Jessie Ware - Pieces


Em 2014, Jessie Ware, gravou um discaço e eu sou um dos maiores fãs daquele disco, tanto que no ano de 2016 prestei muitas homenagens ao disco e é a isso que se deve a indicação do Spotify, Pieces mostra toda a classe e elegância que a Jessie Ware é capaz de emprestar a uma música e tudo isso sem abrir mão de emoção realmente genuína.

O R&B alternativo da Jessie Ware tem uma pegada mais discreta e elegante, fugindo da loucura critativa de Fka Twigs, SZA e Kelela, mas tem muito valor pela qualidade das canções produzidas e pelo tempero pop muito bom, vale a conferida.

Paradise Lost - I am Nothing


Eu sou muito fã dos lançamentos recentes da banda americana de doom metal, e ouvi essa música acreditando que era um novo lançamento (culpa do Spotify), a verdade é que essa música era de uma epóca que o Paradise Lost estava flertando com o rock alternativo.

É verdade que o som é menos pesado e mais alternativo com detalhes eletrônicos, mas eu gosto bastante do registro limpo do Nick Holmes e o clima doom está em boa dose nessa música. Acho o refrão bastante agradável e pensando bem, o rock alternativo bem que podia ter uma banda como o Paradise Lost.

Sharon Van Etten - Nothing Will Change



Eu amo Are We There, que discaço. A canção com uma ponta de otimismo para desmoronar numa atmosfera melancólica e é coroada com a interpretação sofrida e contida de Sharon. Ter ouvido essa música pode significar que meu ano não foi tão feliz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário