Meu tema de pesquisa surgiu de discussões que fazemos nas militâncias interseccionais (LGBT, negra e feminista) criticando os padrões de beleza hegemônicos: brancos e másculos. Essas discussões floresciam até que alguém oposto ao tema debatido dizia: "Qual o problema de gostar de caras padrões?", "Não vejo o dano que isso pode causar nas pessoas".
Em resposta a esse desaforo, publiquei um texto explicando todos os danos que um padrão de beleza ligado a masculinidade poderia causar nas pessoas que estão excluídas nesse processo. Fiz uma crítica falando sobre como o combate a padrões está ligado a uma postura anticapitalista e progressista. Terminei meu texto falando que precisávamos de pluralidade de representações de beleza e falei da necessidade de desconstrução através de ações ativas das pessoas de buscarem essas representações contra-hegemônicas dentro do seu espectro de desejo.
No inicio do ano dei uma palestra na formação da Corpolitica explicando como o padrão hegemônico é construído e mantido pelo patriarcado e suas consequências na vida das pessoas. Critiquei fortemente a comunidade gay pelo fomento aos padrões hegemônicos e expliquei o quanto isso era destrutivo para os gays afeminados, que são pessoas que sofrem muito com esses padrões.
E agora esse será tema de uma pesquisa que farei pela coletiva Corpolitica. Tenho prazo de entrega até 2017, me desejem sorte!
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