quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Sia - This Is Acting (2016)

Nos últimos dois anos a Sia colheu grande sucesso por conta de seus singles, em especial "Chandelier" que tocou incessantemente mundo a fora.

O seu novo disco é bem influenciado pelo sucesso daquela composição, trazendo uma música pop e eletrônica preparada sob medida para a fritação em boates, mas há um certo diferencial nesse disco que o torna melhor que a maioria dos discos gravados com esse fim.

A Sia é uma boa cantora, com um registro grave bem bonito e facilidade para os agudos, além de folego para sustentar longos melismas que não a fazem ficar devendo a nenhuma cantora pop da atualidade. Ela também é uma interprete capaz de injetar grandes doses de sentimentalismo e delicadeza nas suas canções.

O disco começa exatamente com músicas próprias para animar as baladas, a primeira com sua batida mais pesada traz um refrão até interessante, já a segunda, "Alive" (1º single), é uma canção cheia de erros como excessos de melismas que levam a música a se tornar torniturante e a péssima seleção de batidas.

Porém Sia mostra a que veio em faixas onde ela abandona em parte o som baladesco e injeta grandes doses de sensibilidade nas interpretações, essa faixas são: "One Million Bullets" (batida simples, mas o refrão é viciante), "Footprints" (Em alguns momentos remete ao pop tradicional e conta com excelentes ideias sonoras), "House On Fire" (canção mais completa do disco) e "Broken Glass".

Outras canções legais são variações dos temas baladescos como "Unstoppable" e "Move Your Body", mas infelizmente ela enche linguiça em canções desinteressantes e abaixo do que ela já produziu como "Cheap Thrills" (É uma canção bem "cheap" mesmo) e "Reaper", sem falar que "Sweet Desing" é um experimentalismo vagabundo, com péssima batida, Sia cantando como nunca antes (nunca cantou tão mal em uma canção) e um refrão totalmente deslocado do resto da música.

O disco fecha com a única balada de fato, a delicada e bonita "Space Between" que foi composta para matar a saudade dos fãs mais saudosistas. De modo geral esse é um bom disco, ainda mais quando comparamos com as porcarias que o pop atual produz, mas fica a sensação de que a Sia teria sido melhor sucedida se não tivesse se apegado tanto a sonoridade baladesca do seu hit mais famoso e investisse em um som mais intrincado na parte eletrônica, pois tudo aqui soa muito simples, mas parece muito melhor do que é devido as boas performances de Sia.

Nota: 7,0

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